Por José Nilton Calazans
Escolha do novo presidente do legislativo municipal vira nova disputa entre vereadores da oposição e grupo de Monalisa
Oposição já tem chapa pronta e decisão de seguir em frente juntos
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A Câmara Municipal de Ibicaraí anunciou a data da eleição para a presidência e mesa diretora do período de 2027 e 2028.
A publicação apontou o dia primeiro de outubro como a data para que os vereadores elejam o novo presidente do legislativo municipal e toda a mesa diretora.
Diferentemente do que ocorreu em 2025, quando a disputa antecipada foi parar na Justiça, tanto o grupo político da prefeita Monalisa Tavares quanto o grupo de vereadores de oposição procuraram estratégias mais cautelosas.
O grupo de oposição, do qual faz parte o atual presidente, Chico do Doce, já tinha uma chapa pronta para concorrer a essa eleição quando determinou a data.
A estratégia da oposição é a de concorrer com o vereador Alam do Bairro Novo encabeçando a chapa, com o apoio de alguns vereadores do grupo da própria Monalisa que estariam insatisfeitos com a forma como ela trata seus aliados.
Surpreendidos com a convocação da eleição em cima da semana da eleição estadual e presidencial, representantes do grupo da prefeita Monalisa correram para tentar reverter mais uma derrota quase certa no legislativo.
A ideia dos opositores era mesmo dar o mínimo tempo possível para uma reação organizada da chapa da prefeita.
Mas o grupo de Monalisa também reagiu rápido, para tentar neutralizar esse plano.
O ex-secretário municipal Odemir Ceo foi escalado pela gestão para tentar reverter o prejuízo.
Ele reuniu vereadores em um espaço no Posto Parada Certa na noite desta terça-feira (29) e apresentou muitos motivos que poderiam interessar aos representantes do povo.
Mas as negociações não estão sendo nada fáceis.
Uma pessoa que acompanha as negociações de perto resumiu a disputa em duas palavras: “Pau quebrou”.
Um dos motivos para aumentar o calor da discussão foi que a reunião começou sem a presença de vereadores da oposição.
Alam pediu o comparecimento da oposição antes de decidir pelas propostas da gestão.
Os vereadores da oposição chegaram à reunião logo em seguida.
Uma das tentativas do representante da prefeita foi para que Alam desistisse do plano de ser presidente.
Alam já foi aliado de Monalisa, desde que se sentou no sofá bege da casa da prefeita para tomar um café.
O Grupo Ibicaraí ouviu de pessoas que estão nas negociações que, depois desse dia do café no sofá bege, teria circulado no próprio grupo da prefeita a conversa de que Alam seria exigente demais e que também não haveria muita confiança.
Esse tipo de avaliação seria um dos motivos pelos quais o nome de Alam ganhou força do lado da oposição.
O enviado de Monalisa ainda tentou convencer Alam a formar a chapa da mesa diretora só com vereadores alinhados com a gestão, sem sucesso.
Alisson seria o escolhido de Monalisa para essa composição, porque Guilherme estaria inviabilizado politicamente após a disputa de 2025, quando Monalisa tentou impor o nome dele para a presidência.
Guilherme também carrega contra si um pedido de investigação da Câmara por recebimento de valores como fornecedor do Saae durante a eleição de 2024 e também após ter assumido o mandato.
A firmeza de Alam e de vereadores da oposição acabou com a reunião.
O representante da prefeita nas negociações ainda busca o convencimento por outros caminhos.
O grupo da prefeita ameaça até com retirada de apoio de seus vereadores a candidatos desta eleição a deputado, como a Andrea Castro.
Isolados, Clicia, Ney e Álisson conversaram sobre essa possibilidade com Odemir depois da reunião no posto.
Possível perda de empregos de aliados na prefeitura também não teria, até o momento, convencido Alam a seguir as orientações do grupo de Monalisa.
O grupo da prefeita reclama de que os vereadores que se aproximam da gestão estariam sendo muitos duros e “caros” nas exigências para apoiar o grande trabalho que a gestão entrega aos ibicaraienses para um futuro cada vez mais brilhante para o município.
O Grupo Ibicaraí apurou que, sem conseguir negociar com Alam, a tendência neste momento é de o grupo da prefeita concorrer com uma chapa própria com seus próprios vereadores aliados.
Nessa composição própria, haveria espaço para a gestão tentar novamente o nome de Guilherme.
Se essa composição não for convincente, uma outra estratégia, segundo aliados e opositores ouvidos, seria a gestão buscar alguma brecha para tentar barrar a eleição na Justiça.
E a oposição deve vir com uma chapa formada por Alam na presidência, Dodô da Huanna na vice, e, como secretários, Edy da Vila e Linho.

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